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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Elementais [RESENHA]

Sabe aquele livro que você começa a ler e de cara fica perdido e confuso? Nesse caso seria a trilogia Elementais. "Meu Deus, como farei uma resenha disso? Detalhes de mais, personagens de mais, muita coisa para assimilar", não foi nada fácil, optei por deixar mais a minha opinião ao invés de relatar mais o que acontece nos livros, para saberem terão de ler os livros hahaha

Tudo começa quando uma família decidi passar suas férias em um hotel fazenda, tudo muito lindo, tudo muito perfeito, até ai tudo bem, mas nada que é bom dura muito e o que era para ser uma excelente estadia acaba lhes rendendo muita confusão e revelações de seu passado.

A família passa a ver e falar com pessoas e criaturas que outros não vêem, nisso tudo acabam encontrando uma espécie de aldeia onde seis habitantes eram pessoas incomuns capazes de mostrar a essa família sua verdadeira identidade, seu passado e seu propósito para o futuro bem estar do planeta que está ameaçado por aqueles capazes de controlar os quatro elementos. Os elementais estão por toda parte, mas quem são eles?

Muito chato, entediante e confuso é o começo dessa trilogia, não conseguia entender nada, não bastava ter muitos personagens vários deles tinham de passar a serem chamados por outros nomes, nomes estranhos, e isso dificultava ainda mais o entendimento. Com o avanço da leitura, que por sinal era rápida e fácil devido a escrita super agradável e simples, logo fui entendendo e ligando alguns pontos da história surpreendendo-me cada vez mais com o rumo que iria tomando, mas também não era nada fascinante. As coisas ficam realmente boas no segundo e terceiro volume, pois como já estamos familiarizados com a trama fica fácil acompanhar o ritmo.

Algo que não posso deixar de comentar é sobre a criatividade do autor, são tantos detalhes e coisas com o passado dia personagens que interfere em suas vidas no presente e futuro que nos surpreende e nos leva a pensar "isso só pode ter dado muito trabalho de planejamento".  Apesar de seus pontos negativos, são livros bem legais e que valem a pena serem lidos, sem mencionar que a história é bem diferente do que sempre encontramos em boa parte dos livros.

Outros livros:
 

domingo, 8 de novembro de 2015

A Dama de Papel [RESENHA]

"Mas o coração sangrava, ferido. E, feridos, nos sobra coragem e nos falta bom senso."

Hello, caros leitores! Andam lendo muito? Eu sim, tentando correr com a leitura para dar conta de ler os inúmeros livros que estão aqui na fila de espera haha Essa resenha trata-se de uma obra nacional que me deixou bastante curioso já que se tratava de um romance erótico, de cara pensei que seria bem explicito quanto Cinquenta Tons de Cinza -que super curto-, mas ao iniciar a leitura não encontrei o esperado.

A trama se passa em Londres, inicialmente em 1875 e conta a história de Melinda, uma jovem bem nascida e que fora prometida a um homem que ela sentia uma enorme repulsa. Não querendo levar a vida que levava -não entendo como alguém não iria querer uma vida confortável por mais que obrigações lhe fossem impostas, afinal todos temos nossas obrigações- tendo que bancar a donzela e ser submissa a seus pais e ao futuro marido ela acaba fugindo e para sobreviver entra no ramo da prostituição, nasce Molly, como ela passaria a ser conhecida.

Servindo aos prazeres de incontáveis homens, entre eles muitos ricos e com grande influência, Molly acaba recendo a visita em seu prostíbulo de Charles O'Connor, um rico, casado e com filhos. Mas diferente de todos os outros eles acabam tendo algo a mais que apenas sexo e é ai que a confusão e a mudança drástica em suas vidas se inicia. Molly e Charles irão enfrentar o preconceito, a ética e a fidelidade para conseguirem o que desejam, um ao outro, mas se por um minuto achei que um final de contos de fadas estava a caminho fui surpreendido por uma reviravolta que me deixou muito surpreso, literalmente.

Além da história deles temos um pouco do cotidiano das pessoas que viviam naquela época, o que torna tudo mais interessante e menos chato tendo em vista que a história dos amantes é bem monótona e o erotismo em nada deixa as coisas mais interessantes, pois nem parece ser erótico de tão leve que é. Uma leitura muito rápida e fácil, além de ser recheada de surpresas, e o final, meu Deus, esse final foi de mais, fiquei pasmo. Eles lutaram tanto e passaram por tantas situações desagradáveis para nada, já que nada do que era esperado aconteceu. Agora, o desfecho de cada um me pegou desprevenido, okay que o que acontece é algo super natural, mas quando um autor resolve por isso no livro é o mesmo que dá um no leitor, pelo menos foi assim que me senti, como se tivesse levado um tiro.


O livro é bom, a escrita é maravilhosa e o final é surpreendente e apesar do desapontamento quanto ao erotismo recomendo-o a todos, realmente vale a pena a leitura dele, até por que é mega rápida.

Titulo: A Dama de Papel
Ano de lançamento: 2015
256 páginas
Editora: Universo dos Livros
Autora: Catarina Muniz

domingo, 1 de novembro de 2015

Uma Fortuna Perigosa [RESENHA]


"As pessoas devem aproveitar a felicidade onde puderem encontra-la. Só se tem uma vida."

Olá, pessoal, como vão? Estou muitíssimo bem, obrigado, por nada haha Estou de volta, depois de algum tempo sem postar nada, e trago a resenha de um livro lido que me surpreendeu muito. Não iria lê-lo, havia adquirido um box para ser dado em um encontro literário, acabou que sendo desnecessário leva-lo e acabei ficando com ele, não tive nenhum interesse em ler os livros desse box até que um certo dia pensei “não custa nada tentar ler ao menos um dos livros, se não conseguir ir até o fim paro e me desfaço deles”, o resultado foi que li todo o livro, lerei os outros dois que vieram no box e super indico, parece que o jogo virou.

O livro começa passando-se em uma escola onde ocorre uma misteriosa morte, um aluno afogou-se em um poço. A história após esse acontecimento dá um salto anos à frente já quando as pessoas que tiveram alguma ligação com essa morte estão em sua fase adulta, e é ai que as coisas ficam mais interessantes.

Edward Pilaster é o tipo play boy que temos em nossa sociedade, vive em clubes cercado por bebidas alcoólicas e muitas mulheres, filho de banqueiros incrivelmente ricos e com grande importância. Sua mãe, Augusta Pilaster, é uma mulher obcecada por poder e prestigio, linda, elegante, mas terrivelmente manipuladora, fria e calculista. Já seu pai, Joseph Pilaster, ele é o que sua esposa quer que ele seja, apenas mais um manipulado por ela.

Edward tem um grande amigo desde os tempos de escola, Micky Miranda, um jovem capaz de atos terríveis para alcançar a grandeza que tanto deseja na sociedade em que vive. Também temos o Hugh Pilaster, primo de Edward, que estudara com eles em uma mesma escola anos atrás, o excluído e mal visto da família.

Esses são alguns entre vários personagens da história, que são muitos, mas esses quatro tem uma importância maior na história que é basicamente a busca por poder. Temos personagens cometendo coisas terríveis para conseguir dinheiro, outros para conseguir algum título ou até mesmo acesso a um baile, enquanto outros, como o Hugh, buscam apenas conseguir sua valorização através de seus esforços. Uma trama complexa, repleta de personagens, detalhes e ao decorrer da leitura segredos são revelados, como a misteriosa morte que temos no começo do livro, e percebemos o desespero de alguns personagens quando eles passam a serem mais agressivos e mortais.


É uma obra que te surpreende do começo ao fim, não tem enrolação e muito menos partes chatas, sem mencionar que a escrita é super leve e clara. Ken Follett nos trás um suspense básico, uma história com intrigas, mentiras, mortes, obsessão e poder.

Título: Uma Fortuna Perigosa
Ano de lançamento: 2012
560 páginas
Editora: BestBolso
Autor: Ken Follett

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sentimento Inexplicável [RESENHA]

Sentimento Inexplicável nos traz poemas envolvendo sentimentos de todas e nas mais variadas formas, é um livro que vai lhe fazer refletir sobre os problemas atuais da sociedade e fazer com que tente compreender a mente do autor ao se expressar nos mesmos.
"Desejo que o mundo
Seja menos desigual
E que todos sejam felizes."
Em meio aos versos, além de a autora expressar decepção ao mundo, a mesma faz menção ao mesmo como uma metáfora, dando a entender que a sociedade em que vivemos é um abismo vazio onde a solidão acaba sendo a melhor opção. Mas não dá a entender que é apenas um isolamento ao mundo, mas algo que sua própria mente criou como uma maneira e não ser atingida pelos outros
"Perdida no silêncio,
Do abismo do vazio.
A solidão é a única
Coisa que ainda faz
Sentido para mim...."
Além de fazer críticas à convivência com a sociedade atual, temos também versos que comprovam o pleno sentimento de saudade, a dor da perda, como bem coisas importantes pelo qual ela passou.
Em meio à leitura, você verá muitos poemas dedicados à familiares da autora, em que muitos os caracterizam de forma metafórica e divina; como já li outros livros da autora, hoje noto o amor da mesma por anjos em que é notável utilização de termos ligados ao ser divino.
"Eu me lembro de pessoas
Com corações feridos,
Que acabam se tornando frias."
A forma como a escritora desenvolve os poemas de maneira rápida e comovente, faz como que venhamos a ler o livro rapidamente, por isso também, vários deles me chamaram a atenção; recomendo a leitura para todos os amantes de poetas.
Destaco também que, não é só um livro melancólico, mas uma auto expressão de um ser humano perante a sociedade, encobrindo sentimentos em metáforas e nos cativando e fazendo-nos divagar nos versos.
"Você é livre para encontrar o amor,
Então se liberte do medo
E seja feliz."

"Saio e fico olhando o céu sem fim,
Que me leva para o infinito."

"Você se foi e fiquei só
Tentando seguir em frente."

"Todo tem segredos que nos causam dor,
Mas o meu já me matou."
Sentimento Inexplicável
Joana D'arc
132 páginas
Editora Independente
2015
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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Quando contos de fadas se encontram [RESENHA]

De uma forma divertida e sem deixar de lado o que você conhece dos contos de fadas, Gabriel Sidney nos faz embarcar em uma leitura onde Cachinhos Dourados é uma tremenda aventureira que está passeando pelo bosque onde vivem todos os seres dos contos de fadas.
Isso mesmo, sua primeira aventura é dar de cara com os três porquinhos e um amontoado de materiais para construírem suas casas, mas depois de um pequeno papo com os baixinhos, ela sai saltitando e vai para onde almejava. Uma visita ao seu amigo João no pé de feijão para finalmente saírem bem arrumados para uma nova aventura.
No universo paralelo, revemos rapidamente a história dos três porquinhos de uma maneira engraçada e diferente e então, os dois amigos embarcam na viagem; o que não sabem é que na correria do lobo cheio de fúria após falhar em abocanhar os porquinhos, iriam dar de cara logo com o mesmo na floresta.
Em  uma fuga para o castelo distante, bem longe do pé de feijão, onde estava a bela adormecida; os amigos enfrentam boas aventuras, exploram lugares novos e fazem um resgate.
O livro infanto-juvenil tem uma escrita fácil, contagiante que faz com que você se apegue e o leia rapidamente, parando para rir um pouco e imaginando todos esses personagens fantásticos juntos em uma só história.


Quando contos de fadas se encontram
19 páginas
Gabriel Sidney
Apedizinha



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Bling Ring - A Gangue de Hollywood [RESENHA]


"As garotas da Bling Ring cresceram no amanhecer da era chamada "cultura da vulgaridade", na qual mulheres que se portam como objetos sexuais são vistas como interessantes e poderosas."

E aí, galerinha viciada em livros! Lendo muito? Espero que sim haha

A resenha de hoje é de um livro cuja adaptação fora estrelado pela diva Emma Watson <3 amo essa mulher, muito, de mais. Havia adquirido o livro há muitos meses atrás, mas como tinha vários outros na frente dele para serem lidos resolvi ver o filme, amei cada segundo dele, elenco muito bom, o tipo de filme que não te deixa desviar o olho por um segundo. O interesse pelo livro só aumento após ter visto o filme e depois de muitos meses finalmente peguei a obra para leitura.

Peguei o livro para ler esperando encontrar uma história sobre a famosa Bling Ring, mas ao invés disso o que encontro nada mais é do que uma enorme reportagem com declarações dos integrantes, informações relacionadas ao mundo das celebridades e muita especulação do real motivo que levou a formação da gangue mais ousada de todos os tempos.

Melhor cena do filme <3

A Bling Ring era uma gangue ambiciosa e obcecada por celebridades e que composta pelos jovens Diana, Jonathan, Alexis, Rachel, Nick, Courtney e Roy invadiram casas de inúmeras celebridades, entre elas Paris Hilton, Lindsay Lohan e Orlando Bloom. Tudo se resumia no fato de quererem experimentar e levar a vida que seus ídolos levavam e muitas vezes usavam o argumento "ela (e) não teve de trabalhar duro para chegar até onde chegou e não tem nenhuma importância para a sociedade, não passa de mais uma (um) socialite gastando o dinheiro que tem" para justificar alguns assaltos que realizaram.

Se eu gostei? Não, mas também não detestei. A leitura é muito cansativa e entediante o que acaba nos levando a ler lentamente. A quantidade de informações é gritante, muita coisa mesmo, sobre fulano ter estrelado um reality show em tal ano e blá blá blá achei um saco, fiquei decepcionado com o livro, não era o esperado. Agora a adaptação é divina, muito melhor que a gigante reportagem escrita pela Nancy Jo Sales.

Título: Bling Ring - A Gangue de Hollywood
Ano de lançamento: 2013
Editora: Intrínseca
272 páginas
Autora: Nancy Jo Sales



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O Diário de John Winchester [RESENHA]

Há duas semanas, minha esposa foi assassinada. Eu a vi morrer, presa no teto do quarto do Sammy, o sangue pingando sobre o berço dele até ele pegar fogo - com os olhos voltados para mim, enquanto morria.  Na semana anterior, éramos uma família normal... jantávamos, íamos a partida de T-ball do Dean, comprávamos brinquedos para o Sammy. Mas, em um instante, tudo mudou... Quando tento pensar nisso, entender... Sinto como se estivesse enlouquecendo... Estou vagando, sozinho e perdido, e não posso fazer nada."
Há muito tempo venho à procura deste livro, afinal, é o diário de John Winchester! 
Que fã da série Supernatural nunca teve vontade de ler tudo que esse item tão precioso esconde?
Foi de maneira inesperada que encontrei esse livro nas livrarias e, é claro, não pude deixar de comprar. Ao iniciar a leitura fiquei ainda mais fascinado. Não há fã que não fique louco com esse livro que é em capa dura, além de possuir uma diagramação perfeitamente fiel a série, encenando a estrutura de um velho caderno.
Em folhas cinzas, muitas imagens e rabiscos, você vai sentir que está realmente com o diário do personagem entre os dedos (só tive um pouco de dificuldade em ler as paginas de letra cursiva, mas nada que me impediu de ler), mas sem muita enrolação, vamos direto à história.
O diário dá início à narrativa em 16 de novembro de 1983, com John narrando o acontecimento em 2 de novembro de 1983, sobre Mary, a esposa que foi morta por uma força demoníaca sobrenatural, deixando os meninos ainda pequenos (Sam com 6 meses e Dean com 4 anos) sem a mãe. A história segue toda a trama perfeita da série, com o protagonista descrevendo o momento em que a esposa Mary é assassinada, presa ao teto, com um corte no abdômen logo em seguida em chamas.
O enredo se desenrola com a busca de John atrás da criatura que a matou, estando desolado e enlutado, ele vai parar em Missouri onde conhece Fletcher Gable, que lhe dá esse diário e o aconselha a escrever tudo.
Nas páginas seguintes, vemos todas as informações das caçadas, lendas e monstros que John enfrenta em toda essa jornada para encontrar o assassino de sua esposa. Confesso que me senti um pouco confuso, as lenda são bem fiéis e tornam-se confusas exigindo que o leitor leia com mais precisão e calma, mas além disso, você vai se empolgar muito lendo detalhes de caçadas que já tenha visto Sam e Dean passando na série, ou até mesmo relembrando lendas, folclores, superstições, rituais que são semelhantes à série.
O mais interessante deste diário é que você vê o intenso do personagem, aquilo que a série não mostra. Conseguimos entender com exatidão o crescimento dos irmãos dentro do ramo, os conflitos internos que John vivencia em toda a jornada e isso torna tudo ainda mais envolvente.
O leitor realmente se atira na leitura com fatos como a primeira caçada de Dean, os conflitos entre John e Sam (por Sam querer ter uma vida normal), a saída de Sam para a faculdade e a busca por Azazel.
Se você acompanha a série, esse item é essencial para sua coleção, recomendo apenas para aqueles que já tenham visto pelo menos as duas primeiras temporadas ou vão acabar ficando frustados com os spoilers. Destaco também que esse não é o único livro extra da série, vale a pena conferir e espero estar trazendo a vocês no mais breve possível os outros

O Diário de John Winchester

Alex Irvine

Editora Gryphus
224 páginas


sábado, 5 de setembro de 2015

Um Mundo Sem Príncipes [RESENHA]


"Com um pedido ela originou uma guerra. Uma guerra entre dois lados que lutavam por seu coração. Uma guerra entre duas pessoas que ela amava. Uma guerra entre sua melhor amiga e um príncipe."

Agatha e Sophie estão de volta a Gavaldon, lar doce lar, e agora são celebridades, Sophie tem amado cada segundo dessa fama repentina. Mas estamos cansados de saber que nem tudo são flores, e com as duas amigas não é diferente. Um pedido realizado por cada uma, um pedido verdadeiro foi o que bastou para por fim na boa vida que vinham levando.

Uma das amigas está correndo risco de vida, há um preço por sua cabeça e o seguro lar doce lar não é mais tão seguro assim, nenhum lugar é seguro para elas e a volta destas à Escola do Bem e do Mal é inevitável.

Tudo está de cabeça para baixo, meninos contra meninas, duas escolas em guerra, vidas em jogo, uma amizade ameaçada, um amor com um possível final trágico, um mundo em caos. Sophie e Agatha irão passar por sérios apuros e acima de tudo lidar com seus desejos mais profundos em um verdadeiro jogo entre a vida e a morte, a confiança e a desconfiança, a amizade e o amor.

SOCORRO! MORTO ESTOU! Gente, que livro é esse? Tendo amado o primeiro volume, o qual entrou para a minha lista de favoritos, estava louco para ler esse segundo e quando comecei a leitura dele estava as mil maravilhas, até que as personagens principais foram novamente para a escola, a coisa ficou séria, eu surtei, cada página me deixava louco, sério, eu a-m-e-i cada palavra desse livro. Uma escrita dos deuses, com trechos hilários e uma trama envolvente e apaixonante, esse livro me deixou surpreso com o final a ponto de fecha-lo e desejar estar com o próximo volume em mãos.

Um Mundo Sem Príncipes é a continuação perfeita de A Escola do Bem e do Mal. Um livro perfeito onde partes chatas não existem.

Não posso esquecer de mencionar que na contracapa do livro tem um comentário do Rick Riordan: "Esta série reinventa o mundo dos contos de fada e vai fazer você questionar quem é bom e quem é mau. Eu amei." Também amei, Rick *-*

"Quando você é jovem, acha que seu melhor amigo é tudo. Mas depois que você encontra amor de verdade... isso muda. Sua amizade nunca pode ser o mesmo que isso. Porque não importa o quanto você tente manter ambos, sua lealdade só pode ficar com um."


Título: A Escola do Bem e do Mal - Um Mundo Sem Príncipes
Ano de lançamento: 2015
Editora: Gutenberg
320 páginas
Autor: Soman Chainani





quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Asylum [RESENHA]



"Em um mundo enlouquecido, os loucos se tornam os únicos sãos."
Ei, pessoal, como estão? Espero que bem e lendo muito. Depois de meses em minha estante finalmente peguei para ler o livro tema dessa resenha, a vontade de lê-lo era grande e tive que me conter e poder ler os que já estavam comigo a mais tempo.

O livro nos traz a história de vários jovens que vão fazer um curso de curta duração, os alojamentos da universidade estão em reforma e por isso é usado um antigo prédio que fica nas proximidades.

Dan, Abby e Jordan estão entre esses jovens, o trio se conhece por acaso no campus e uma amizade floresceu, e até algo a mais que isso, porém coisas ruins apareceram com o começo dessa amizade.

Tendo curiosidade em conhecer algumas áreas proibidas o trio começa a explorar uma antiga sala onde acabam encontrando imagens e registros dos pacientes que frequentaram aquele mesmo prédio tempos atrás quando o meso funcionava como um manicômio.

Dentro das paredes do alojamento tormento, desespero e assassinatos passam a ser a realidade dos jovens que pensavam que iriam apenas preocupar-se com os estudos. Em uma trama leve e de escrita deliciosa a autora traz uma história surpreendente e perturbadora.

Gostei bastante da obra e não vejo a hora de ler o próximo volume, Sanctum. A editora fez uma edição dos deuses com imagens angustiantes e incômodas retratando esse universo dos manicômios.
Título: Asylum
Ano de lançamento: 2014
336 páginas
Editora: V&R Editoras
Autora: Madeleine Roux

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Casa de Segredos [RESENHA]

"As asas de Dahlia Kristoff se abriram atrás dela e se espalharam pela sala. Não eram como asas de anjos; eram poeirentas, tinham uma aparência oleosa, e encheram o ar com o fedor podre de enxofre."

Oi, pequena sociedade leitora, como vão as coisas? Comigo tudo vai muito bem. Sabe quando nosso escritor (ra) favorito (a) elogia um livro, certamente iremos querer lê-lo, certo? O mais legal é quando ele acaba nos agradando. Comigo foi assim, J.K. Rowling elogiou uma obra cujo autor, um dos autores para ser mais exato, nada mais era do que o diretor de alguns filmes da franquia Harry Potter, de cara fiquei louco pelo livro, acabei ganhando-o em um sorteio e assim pude mergulhar em uma deliciosa leitura. Deixe-me lhes contar um pouco de sua história.

Brendan, Eleanor e Cordeia Walker são três irmãos que por motivos financeiros acabam mudando-se para um novo lar, uma enorme mansão  histórica conseguida por um valor bem pequeno, algo que soa muito estranho.

Mal se instalaram na nova casa e já receberam uma visita desagradável da Bruxa do Vento que acaba enviando-os para um outro mundo através dos livros, aconteceu tudo muito rápido, e sem enrolação, amém.

O que essa tal Bruxa do Vento quer é muito simples, as crianças devem encontrar O livro da perdição e do desejo e entregar a ela, só que nada nessa vida é fácil, e muito menos de graça, prova disso é que mesmo estando dentro de livros o trio irá enfrentar criaturas, piratas e vários outros obstáculos, entre eles o próprio livro que buscam. Pois é, caros leitores, nem dentro das páginas as coisas são mais fáceis.

Desejando sua antiga vida de volta os irmãos se veem obrigados a arriscarem suas vidas em uma missão repleta de surpresas desagradáveis, e até mesmo algumas agradáveis, e muita ação. Uma jornada sem igual que testará o caráter de cada um dos Walker.

Confesso que estava ansioso para ler o livro apenas pelo fato de haver um comentário em sua capa da diva J.K. Rowling. Minha ansiedade não foi em vão, o livro é muito bom, uma história infantil com uma escrita simples que facilita a leitura. Os autores Chris Columbus e Ned Vizzini trazem nessa obra incrível o desejo de todo leitor, o de poder entrar literalmente nos livros.

Casa de Segredos é um livro muito divertido, viciante e que nos faz pensar duas vezes antes de querer entrar em algum livro.

Título: Casa de Segredos
Ano de lançamento: 2014
352 páginas
Editora: Galera Record
Autor: Chris Columbus
Ned Vizzini

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Falando Sozinha [RESENHA]

"[...] talvez fosse para eu entender que a gente não é dono de ninguém. Que ninguém é de ninguém. Que a gente pode, é claro, gostar das pessoas, dos animais e de tudo. Mas temos que deixar quem a gente gosta sempre livre para seguir a vida que a pessoa escolheu [...]"

Olá, amigos leitores, tudo bem com vocês? Espero que sim. Essa resenha é sobre um livro infantil, bem legal e que gostei bastante.

Isósceles Pallidos é uma menina super divertida e que ama animais, prova disso são os que tem em sua casa, dois cachorros, um filhote de bode, um papagaio e uma tartaruga. Sua vida vai maravilhosamente bem até que sua mãe, por motivos de segurança, decide mudar-se para um apartamento em um prédio repleto de normas.

Tudo estaria bem se não fosse o triste fato de não ser permitido nenhum animal no interior do prédio no qual Isósceles irá morar. Diante disso temos uma menina tentando lidar com a falta de seus companheiros, a troca de vizinhança e o rígido regimento de seu novo lar que barra quase que qualquer atividade recreativa e etc.

Desde a primeira página pude sentir que o livro me agradaria, bem descontraído, com uma escrita fácil e leve acompanhamos os relatos de uma jovem que passa por algumas situações ainda criança, além de ver suas opiniões sobre vários assuntos e como ela tenta lidar com coisas que para muitos é "assunto de adulto".

Uma leitura super rápida de um livro muito bom e divertido.

Título: Falando Sozinha
Ano de lançamento: 2015
104 páginas
Editora: Edelbra
Autor: Toni Brandão

domingo, 19 de julho de 2015

O Extraordinário [RESENHA]


"Todo mundo deveria ser aplaudido de pé pelo menos uma vez na vida, por que todos nós vencemos o mundo."
Nessa imensidão desse universo literário sem fim que amamos sempre tem aquele livro que todos deveriam ler, Extraordinário é um deles, um livro que ganhei de presente de uma pessoa que pensa da mesma forma.

Infelizmente ainda nos dias atuais se alguém for diferente de alguma forma seja ela a menor que for a probabilidade de ser alvo de discriminação é altíssima, e August sofre com isso, uma criança que carrega consigo uma síndrome que causou-lhe um deformamento facial, algo que acaba interferindo em seu convívio nessa sociedade hipócrita.

Com medo e sentindo-se despreparado para enfrentar uma escola seus pais acabam colocando-o em uma na esperança de que isso traga algo positivo para August. Relutantemente ele decide enfrentar mais essa etapa de sua vida, e como o esperado acaba sendo alvo de piadas maldosas e preconceito por parte de alguns colegas, mas para sua grande surpresa surgem pessoas que acabam dando-lhe apoio e que se tornam verdadeiros amigos, até mesmo os amigos podem ser "maldosos" as vezes.

Em um ano escolar repleto de surpresas, obstáculos e vitórias August verá o quanto o mundo dá voltas e que ter esperança é fundamental para trilhar-mos nosso caminho.

Quando recebi esse livro pensei "Eba! Ganhei mais um livro, esse deve ser legal já que muitos gostam." Resolvi adiantar a leitura dele e para minha surpresa li em cerca de um dia, a história era muito boa, não conseguia larga-lo por um instante sequer. A escrita era maravilhosa, a leitura fluía deliciosamente me encantando cada vez mais.

O livro é clichê, sua história nada mais é do que o que sempre vemos por ai, uma pessoa com alguma deficiência, o medo de ir à escola e todo aquele preconceito que ela sofre, para completar enquadra-se no tipo de livro que menos gosto, já que tenho preferência por histórias que tenham algo fora do real, mas nada disso impediu-me de por Extraordinário na minha lista de livros favoritos.

Uma história linda e com um final divino, Extraordinário é simplesmente extraordinário.

Título: Extraordinário
Ano de lançamento: 2013
320 páginas
Editora: Intrínseca
Autora: R.J. Palacio

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Cidades de Papel [RESENHA]


"Dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel..."

Quentin Jacobsen é um adolescente cujo milagre de sua vida é ser vizinho de Margo Roth Spiegelman, o fascínio de sua vida.

Em seu quarto Q recebe em sua janela a visita de Margo, essa seria a segunda vez desde muitos anos atrás em que ela o procurava em sua janela, ele apenas não sabia que estava prestes a encarar uma longa noite "criminosa".

Após aprontarem muito durante a noite, Q se vê imaginando como será o próximo encontro deles na escola e, para sua decepção, ela não aparece no dia seguinte  e ao chegar em casa acaba descobrindo que ela desapareceu.

Tem-se inicio o foco do livro. Onde está Margo? Desesperado, Quentin vive uma busca diária pela garota a qual por um milagre ele é vizinho. Usando o que ele acha ser pistas deixadas por ela, ele terá que viajar pelas cidades de papel.

Esse é o segundo livro do John Green que leio e assim como o primeiro fiquei encantado com a escrita, simples, sem muitas formalidades e com aquele toque adolescente. Em contrapartida a história por mais que seja bem humorada é fraca e parada, é basicamente a mesma coisa a cada página virada e sem grandes acontecimentos. Para completar tem o desfecho que em nada me surpreendeu e que poderia ter sido muito melhor, cria-se uma certa empolgação durante a leitura do final, mas você acaba nadando para morrer na praia.

Apesar de não ter visto nada de mais na obra ela me agradou, o mérito em grande parte vai para a escrita que é divina e a forma como a história se desenrola, a leitura flui prazerosamente e sem termos noção do tempo.

Título: Cidades de Papel
Ano de lançamento:2013
Editora: Intrínseca
368 páginas
Autor: John Green 



terça-feira, 30 de junho de 2015

The Originals - Ascensão [RESENHA]


"- Vai ficar tudo bem - disse Elijah a ela, depois assentiu para Klaus para que ele entendesse que se dirigia a ambos. - Pode não haver o que substitua o que vocês perderam, mas não perderam tudo. Não importa quem faleceu, desapareceu ou é lembrado, sempre teremos um ao outro. Sempre teremos a família."

Hi, queridos leitores! Temos fãs dos vampiros Originais aqui no blog? Amante do spin-off The Originals, assim como do seriado que lhe deu origem, The Vampire Diaries, pirei ao saber que seria publicado pela Galera Record o primeiro de três livros contando a história dos lendários vampiros Originais.

Quem diria que conseguir um lugar para residir seria tão difícil para os poderosos irmãos Originais. Não sendo aceitos pela comunidade mágica de Nova Orleans, eles terão um longo conflito repleto de barganhas e promessas.

Bruxos, vampiros e lobisomens vivem momentos delicados onde um simples descuido é capaz de criar uma guerra quebrando o frágil acordo de paz. Para completar o frágil cenário em que se encontram, Klaus e Rebekah acabam se apaixonando justamente por aqueles cuja essa paixão está condenada e nessa história de amor, um final feliz é quase impossível.

Com amores proibidos, inimigos à espreita, mortes e medo, acompanhamos a ascensão dos Originais em uma cidade onde não há trégua.

PRECISO DO SEGUNDO LIVRO! Não sei o que dizer a respeito, amei desde a primeira página. Foi sensacional ver o lado amoroso de Klaus, já que na maioria das vezes o vemos apenas como um monstro. O livro de certo modo é bem romântico, a diferença é que esse romance é sombrio.


Cada capítulo do livro é narrado por um dos Originais, o que torna tudo mais emocionante, pois temos vários pontos de vista em situações e cenários diferentes. A escrita é ótima, de uma forma em que não precisamos reler aquele parágrafo repleto de palavras "esquisitas" para podemos entender. 

Título: The Originals - Ascensão
Ano de lançamento: 2015
Editora: Galera Record
224 páginas
Autora: Julie Plec

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Televizinhos [RESENHA]

Seu Rai para por alguns instantes perto do grupo de crianças do prédio, tudo para bisbilhotar um videoclipe que viam no tablet, mas isso acaba tornando-se uma tremenda confusão quando a síndica Dona Margarida os pega no flagra. O porteiro é então ameaçado a ser demitido e é posto como motivo de reunião.

Kiko, Clara, Rita e Tuto, um grupo de pré-adolescentes que adoram o porteiro e são amigos e vizinhos, sentem-se responsáveis pelo acontecido e acabam adentrando em uma investigação.

Juntos, eles decidem visitar todos os apartamentos e andares do prédio, onde começam a se comunicar com os moradores sobre a real opinião do trabalho do porteiro ali. O objetivo é convencer a todos os outros moradores a não deixar que o mesmo seja demitido e vote contra isso na reunião. Isso acaba tornando-se uma aventura que torna o objetivo meio que disperso, afinal, eles conhecem todos os vizinhos de uma maneira diferente.

Mesmo sendo um livro infantil, os autores elaboraram a trama de uma maneira simples, mas que ao decorrer cita temas importantes da atualidade. Dentre eles, vemos casos de exclusão social, o preconceito racial e homossexualidade, além de que, abrange opiniões críticas envolvendo os meios de comunicação e o avanço da tecnologia. Ao fim, a história acaba se tornando uma moral bem interessante e um "puxão de orelha" na sociedade.

Televizinhos
166 páginas
Edelbra Editora
Toni Brandão

Quem é você, Alasca? [RESENHA]

 
"Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."
Sabe aquele livro que por acaso acaba "furando" a fila do seu cronograma de leituras? Quem é você, Alasca? tornou-se um deles. Você entenderá acabou valendo à pena.

O foco da história é Miles Halter (ou Gordo, nome pelo qual é chamado durante quase toda a trama), um jovem simples e que sempre levou sua vida sem qualquer tipo de emoção no estado da Flórida. Tudo se dá início à uma trama comovente quando o jovem vai parar em um internato no Alabama, isso porque ele quer tornar-se independente e por outro lado, está em busca do seu Grande Talvez.
Pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela um furacão.
A história torna-se interessante desde seus primeiros parágrafos, Miles é um personagem peculiar. Uma de suas peculiaridades é memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história, e uma dessas personalidades, François Rabelais, um escritor do século XV, disse no leito de morte que ia em busca de um Grande Talvez e foi dai que surgiu a grande busca de sua vida.

O que o jovem não esperava era que estar em uma nova escola, estar sozinho e conhecer novas pessoas, o mudaria de uma forma extraordinária. Seu primeiro contato com esse novo rumo de sua vida é Chip Martin (Coronel, apelido que ganha através da trama), o colega de quarto que consequentemente leva Miles a conhecer seu novo grupo de amigos. Nessa nova roda de pessoas, ele é apresentado ao asiático e divertido Takumi e... Alasca. sim, isso mesmo, a garota se chama Alasca.

Desde o primeiro instante, Miles se vê fascinado pela garota, pela sua beleza e personalidade altamente chamativa. Ai que entra a jogada de John Green, Alasca é uma garota fascinante, interessante, mas que ao mesmo tempo seria o tipo de garota que o protagonista não gostaria de se envolver. Por quê?
Ela me olhou e abriu um sorriso largo, e um sorriso assim tão largo em seu rosto estreito talvez lhe desse um ar meio tolo não fosse a inquestionável elegância de seus olhos verdes. Ela sorriu com todo o encantamento de uma criança na noite de Natal e disse: "Vocês fumam para saborear. Eu fumo para morrer".
Alasca é inconstante, excessivamente impulsiva, egocêntrica e extremamente inteligente, além de ser rebelde e fazer tudo quando quer e deseja, sem reais arrependimentos. Vendo assim, você poder pensar que ela é uma garota meio impossível de se amar, mas não. John Green consegue nos convencer e nos deixar apaixonados pela personagem do início ao fim, nos deixando fissurados nas ações imprevisíveis da garota.

Ao ler esse livro, John Green me mostrou algo a mais. Ele consegue nos mostrar uma história fascinante com humor negro, isso todo mundo entende, mas ele também consegue nos mostrar também uma bela história com coisas simples. O livro não tem acontecimentos especiais ou algo além, mas lhe deixa envolvido em toda a trama e faz com que você acabe rindo com situações engraçadas da vida e se surpreenda com outras que são imprevisíveis.

Com um final tão destruidor quanto o de A Culpa é das Estrelas (não é spoiler), você vai entender que em um caminho de loucuras e erros consecutivos levados pelo fato de ser alguém impulsivo, a vida é uma eterna busca pelo Grande Talvez e uma eterna escapatória do labirinto em que vivemos.

Não conto esse livro como aquele que vá fazer com que você debulhe em lágrimas, não foi assim comigo, mas sim como aquele livro que vai fazer com que se sinta libertador, risonho e com aquele seu lado rebelde crescendo. Se já ouviu opiniões sobre esse livro que talvez não tenha feito com que o lesse, talvez deva abri-lo e embarcar, garanto que a beleza da história vai deixar seu dia alegre.

Quem é você, Alasca?
John Green
Editora WMF Martins Fontes
230 páginas


domingo, 14 de junho de 2015

The Walking Dead A Queda do Governador Parte Um [RESENHA]

"Lilly olha para trás e vê os pinheiros altos do lado de fora, passando em um borrão. O sol poente atrás das copas das árvores produz um efeito estroboscópico quase hipnótico. Por um momento, Llilly se pergunta se tudo vai, de fato, ficar bem. Talvez Woodbury tenha se estabilizado agora. Talvez os métodos maquiavélicos do Governador consigam mesmo mantê-los em segurança, manter o local fechado. Ela quer acreditar em Woodbury. Talvez seja essa a chave... simplesmente acreditar. Talvez apenas isso faça com que resistam..."
Lilly Caul tornou-se a pessoa ingrata e perseguida em Woodbury há meses, logo após seu golpe malsucedido de fazer com que o Governador fosse morto "acidentalmente".
Porém, o plano acaba se desmoronando levando-a em uma luta pela sobrevivência que no fim tem como sobrevivente o Governador, pronto para reinar mais um dia.

Novamente, Lilly e seus aliados e habitantes mais sãos da cidade - Stevens, Alice e Martinez - se encontram dentro do regime violento, onde Woodbury torna-se a morada da morte. Mas nunca sob o poder do Governador, que parece deixar todos sob um feitiço, tornando-se a figura paterna violenta que usa punições com prazer para estar no controle
.
Nesse terceiro volume da saga, temos uma história mais desenvolvida e que abrange uma maior quantidade de personagens na trama. De início, presumi que a história seria muito "parada", pois nesse livro, vemos uma Lilly mais calma e que está disposta a finalmente acreditar que está segura sob o regime do malévolo Philip Blake. No entanto, foi exatamente nesse ponto que me enganei, a história torna-se insuperável e agitada com o aparecimento glorioso de Glenn, Michonne e Rick.
"A mulher de capa simplesmente faz um giro rápido, uma espécie de pirueta baixa, a arma presa nas mãos agora - um movimento tão natural, tão treinado, tão preciso, tão inevitável que parece quase inato -, então desce a espada no pescoço do grandalhão. A lâmina forjada à mão, moldada por artesãos na tradição de ancestrais durante milênios, decepa a cabeça de Eugene Cooney com pouco mais que um sussurro."
Como isso acontece?
A trama segue da mesma forma que anteriormente e no espaço de tempo correto se liga aos fatos deixados aos fãs nas HQ's e na série. O que me deixou ainda mais envolvido e interessado, foi que a trama seguiu as HQ's, deixando tudo ainda mais realista e frio.

A Queda do Governador Parte Um torna-se surpreendente, trazendo-nos o resquício da personalidade mais fria do Governador e a sua loucura em fazer com que todos sigam suas regras dentro de Woodbury. Você vai se apaixonar pela personagem Michonne nesse livro, que recebe um destaque mais que merecido e nos surpreende.

Por mais que eu tenha conhecido uma Lilly um tanto insuportável, não a ponto de ser igual o Governador, mas por ser cega. (Tão cega pela segurança recém-conquistada que não vê as atrocidades feitas pelo homem para garantir aquilo; tão cega pela possibilidade de proteger Woodbury dos invasores que não percebe que Rick e os outros não são ameaça, mas que a ameaça está diante dos seus olhos...! Tão envolvida no feixe de felicidade que finalmente conseguiu...).
Para mim este foi o melhor e mais perturbador livro da saga até o mesmo, a história tornou-se mais interessante e corrida. Antes tinha uma narrativa bem pesada e detalhada, agora é algo que possui mais diálogos e lhe envolve do início a fim.

The Walking Dead
A Queda do Governador Parte Um
Robert Kirkman e Jay Bonansinga
265 páginas
Galera Record

Leia as resenhas dos demais livros da saga The Walking Dead
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